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Papoilas Doces

Olá! O meu nome é Ana, tenho 32 anos, sou casada e tenho dois filhos lindos (sim, sou mãe galinha!). Moro em Lisboa, mas as minhar origens estão em Moçambique. Este blog vai servir para escrever de tudo e sobre tudo!

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Olá! O meu nome é Ana, tenho 32 anos, sou casada e tenho dois filhos lindos (sim, sou mãe galinha!). Moro em Lisboa, mas as minhar origens estão em Moçambique. Este blog vai servir para escrever de tudo e sobre tudo!

Aborto e arrependimento

Fico sempre em choque quando leio (ou vejo) um qualquer artigo ou reportagem sobre aborto e pílula do dia seguinte, porque vêm sempre com declarações de mulheres que a explicar o que sofreram para tomar a decisão e o quanto sofrem até aos dias de hoje sempre que se lembram da vida que interromperam e do bebé que não tiveram. Ou seja, o conceito de arrependimento está sempre ligado à noção do aborto.

 


Eu discordo totalmente desta impressão de que todas as mulheres que decidem abortar, se vêm SEMPRE a arrepender. Tal como discordo que todas as mulheres têm o desejo de serem mães. 

Uma grande amiga, aos 17 anos, engravidou. Era de tal forma uma amiga próxima, que acabei por acompanhar de perto toda a história. Conversou algumas vezes com o namorado da altura, e ambos tinham noção que caso um “incidente” ocorresse, ela não iria nem colocar o tema a discussão. Ou seja, já tinha tudo planeado. Assim que ele tivesse conhecimento de uma possibilidade de ela estar grávida, o objetivo já seria ajudá-la a tratar do aborto.
É claro que, um dia aconteceu.


Já sabiam o que fazer. Ela fez o procedimento normal da pílula abortiva e na semana seguinte foi a uma consulta de ginecologista para confirmar que estava tudo bem. Contou o que aconteceu, a médica confirmou que estava tudo OK. A partir daí, nunca mais se tocou no assunto. E a verdade é que ela nunca se arrependeu.
E a verdade é que esta história me diz muito, simplesmente porque eu faria o mesmo (caso tivesse a mesma idade). Até porque na altura eu também tinha uma relação já de algum tempo e sempre me preocupou a hipótese de algo semelhante acontecer comigo.


Basicamente, a moral da história é: eu não sou nenhum bicho e não sou insensível! Tenho hoje dois filhos maravilhosos. Simplesmente, nunca tive essa visão “assassina” do aborto.

Eu sei, e concordo, com quem argumenta que só engravida quem quer, porque nos dias de hoje existem muitos métodos contracetivos. Mas ainda assim, há sempre 1% de possibilidade de engravidar e efetivamente, esse bebé pode não vir na melhor altura… não se pode julgar ninguém!

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